quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dica de Documentário: O Começo da Vida

Imagem: Google

Ontem tive o privilégio de assistir O Começo da Vida e posso dizer que ele mudou, com palavras e imagens, um pouco da minha vida. Já conhecia a Maria Farinha Filmes e outras produções da Estela Renner, mas minha grande expectativa era esta estreia. Não sei se foi pelo envolvimento do parto humanizado ou pelo trailer que desperta uma vontade incrível de assistir.

O documentário apresenta a capacidade incrível que todas as crianças têm de aprender. Já parou pra pensar que, em 3 anos, uma criança chega ao mundo, e tem a capacidade de falar e andar? É inacreditável! O que você aprende de tão inovador no mesmo período de tempo? Michel Odent, um dos precursores do parto humanizado no mundo, costuma dizer que "Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer".

Além de entrevistas pelo mundo inteiro, o documentário também traz questões sociais, como educação. Uma criança de classe média aprende cerca de trinta mil palavras a mais do que uma criança que nasceu no subúrbio. A capacidade da criança deve ser intensificada e aproveitada desde o início da vida.

Cena do documentário
Um dos momentos mais emocionantes, na minha opinião, é a entrevista desta mãe. Ela explica que, antes de engravidar, não imaginava que pudesse existir um amor tão grande e depois da maternidade, consegue amar os bebês mais do seus próprios pais. Eu ainda não sou mãe, mas dá pra imaginar um pouco da grandeza deste amor.

Cena do documentário
Toda a sociedade é responsável pela criação das crianças. Temos que enxergá-las, dar ouvidos e mostrar que tudo o que elas dizem é de extrema importância. Com o cansaço e a rotina, às vezes esquecemos de dar a atenção necessária e elas encontram outros meios de atrair olhares, nem sempre positivos.

O Começo da Vida traz declarações de profissionais da Harvard até mães da periferia brasileira. É para assistir com a família e o peito aberto. Para olhar, não só a qualidade das imagens, mas as situações corriqueiras. Para refletir e pôr em prática.

ONDE ASSISTIR?
Em Campinas eu não encontrei nenhum cinema que tenha o documentário em exibição, mas você pode encontrar no Netflix.

SAIBA MAIS!



terça-feira, 31 de maio de 2016

Diário do TCC - Ep. 5 "Expectativa"

Imagem: Tumblr
O tempo vai passando e a expectativa só aumentando. Por mais que a maioria das pessoas reclamem sobre o TCC, que é estressante e esgotante, eu estou sofrendo com o passar do tempo. Apesar do trabalho de gravação, escrita, pesquisa, eu me apeguei tanto que nem consigo imaginar meus dias quando a faculdade acabar. 
O projeto, por exemplo, foi entregue na última semana como um filho indo embora de casa. Cada ponto, cada vírgula, cada parágrafo foi pensado... Desapega, Mayara! É aquela coisa, a gente cria os filhos pro mundo. E o nosso se foi, todo felizão!

Daqui alguns dias, será nossa primeira apresentação. Estava lembrando estes dias, sempre estudei aquilo que queria, o que não gostava muito só foi decoreba mesmo. Nunca tinha separado um tema para realmente entender e explicar, com as minhas próprias palavras, o que eu sei sobre o assunto. E este tema do TCC me proporcionou isso, conhecimento. Se hoje falo pelos mil cantos sobre o assunto, é porque tenho propriedade nisso, evidências científicas e dados. Claro, ainda tenho muito o que aprender (principalmente na prática), mas bate aquele orgulho de saber exatamente o que você está falando, sabe?
E logo teremos a oportunidade de disseminar todo esse conhecimento para pessoas que talvez nunca tiveram contato com o assunto. Desmistificar situações. Lidar com discordâncias e explicar as razões para o outro acreditar em nossas teorias.

Uma das coisas que mais me alegra é ouvir aquele comentário "Vi um vídeo sobre parto humanizado e lembrei de você!". É demais! Seu nome associado à sua pesquisa. Ou quando alguém pede algum conselho sobre qual decisão tomar, quando alguém se interessa pelas suas explicações... Gratidão define! 

Agora, força na peruca! Reta final, pode vir!

terça-feira, 17 de maio de 2016

MSF em Campinas

Foto: Médicos Sem Fronteiras
Os Médicos Sem Fronteiras (MSF), de acordo com o próprio site, "é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão de MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos". 


Eles escolheram Campinas para fazer parte das "Conexões" que acontecem em mais de 70 países, afim de conectar pessoas em prol do bem. Sempre bato na tecla sobre isso aqui no blog, e desta vez não será diferente. Demorei, mas cheguei com uma agenda, para você adaptar na sua rotina e participar de uma das ações. Vem comigo!


17 DE MAIO (TERÇA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme Acesso à Zona de Perigo: Casa do Lago - Av. Érico Veríssimo, 1011 - Cidade Universitária | Horários: 16h00 e 19h00 | Após a sessão das 16h00, profissionais de MSF responderão às perguntas do público.
  • Debate Mobilização social na luta contra as doenças negligenciadas: Casa do Lago, às 14 horas. 
18 DE MAIO (QUARTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme Affliction – O Ebola na África Ocidental: Local: Sesc – Teatro | Horário: 19 horas | Após a exibição do documentário, a médica Rachel Soeiro, que atuou no combate ao Ebola na Guiné, e Damaris Giuliana, da assessoria de imprensa de MSF-Brasil, responderão às perguntas do público. 
19 DE MAIO (QUINTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia. 
20 DE MAIO (SEXTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme UnLimited: Casa do Lago - Av. Érico Veríssimo, 1011 - Cidade Universitária | Horários: 16 e 19 horas. 
21 DE MAIO (SÁBADO) 
  • Contação de Histórias: Livraria Saraiva Galleria Shopping. Rod. D. Pedro I, 131 - Jardim Nilópolis - Às 15h.
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme UnLimited: MIS - Rua Regente Feijó, 859 – Centro | Horário: 19 horas | Após a exibição do filme, profissionais de MSF responderão às perguntas do público. 
22 DE MAIO (DOMINGO) 
  • Contação de Histórias: Parque Taquaral – Portão 1, próximo à administração - Às 16h.
  • Diário de Arte: Av. Orozimbo Maia com Av. Senador Saraiva - A partir das 10h.Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia. 

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Não tô aqui pra competir!

Uma das artes que o Eduardo Marinho vende. Imagem: Google


Desde que eu ouvi a música "Pedro Pedreiro Parou de Esperar", do Braza, alguma coisa mexeu comigo. A história da música, as frases montadas no início, a batida... Tudo me envolveu, como um bebê no colo da mãe. Pesquisei a respeito e encontrei um cara que se tornou essencial para a minha inspiração e filosofia de vida: Eduardo Marinho.

Busquei mais sobre ele e descobri coisas que nem imaginava. Ele veio de família com dinheiro, estudou nas melhores escolas, e em um determinado momento da vida, decidiu largar tudo. Sabe por quê? Ele não via igualdade. Sabia que, se chegasse no morro com sua camiseta "boa", sapatos novos e a imagem clara do que é politicamente correto, as pessoas iam lidar de forma diferente. E ele só queria ser igual... Largou tudo, teve alguns desentendimentos com a família e foi viver como queria. A história que eu contei foi bem resumida, até porque o intuito da postagem não é este, quero mostrar a filosofia de vida que ele adotou.

Me questiono diariamente sobre a vida, minhas ações, minhas cobranças internas, meus monstros. A sociedade impõe que você sempre seja o melhor... Em tudo. Tem que estudar, ter milhões de cursos "superiores" (que, na verdade, vão alimentar seu ego em ser superior à alguém, ao invés de incentivar o conhecimento adquirido), ter uma saúde inabalável, ter um corpo perfeito, ter um círculo social gigante. É difícil cumprir tudo.

Nestes questionamentos, a única frase que perambula na minha mente é "Não tô aqui pra competir". Se você parar pra analisar, nessas imposições da sociedade, nos tornamos apenas fantoches. A busca em ser melhor passa por cima de princípios e valores que, em muitos corações, deixaram de existir. Almejamos sempre mais, sem se preocupar com o lado invisível da sociedade. Os não-vistos. Os que talvez nunca terão as mesmas oportunidades que a gente.

E aí voltamos à estaca zero, questionando a tal da felicidade. Trabalhar a vida inteira para ganhar muito dinheiro. Essa é a felicidade? A felicidade nos finais de semana? E na maior parte do tempo, temos que viver em fileiras, marchando para sabe lá onde. É questionável, é exercício diário. É analisar nossas atitudes e perceber o que vale mesmo a pena.

É encontrar a felicidade plena na felicidade do outro. Desapegar de padrões, sair da caixa, pensar diferente. Não se render aos abusos da propaganda, resistir às tentações de julgamentos, livrar-se dos paradigmas que a sociedade impõe. É deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila. É lembrar que eu, você, nenhum de nós está aqui para COMPETIR.

Obs: Como lição de casa, deixo AQUI o vídeo em que Eduardo usa a frase, AQUI a palestra de vida dele e AQUI a música do Pedro Pedreiro Parou de Esperar. Tenho certeza, meu bem, que uma nova pessoa nascerá dentro de você. E os medos, angústias, dúvidas do certo e errado vão ceder às boas ações que você fez durante a vida.


terça-feira, 10 de maio de 2016

Legião de Imbecis

“Redes sociais deram voz a legião de imbecis” Umberto Eco, 2015

Imagem do chargista Tigre
O escritor Umberto Eco deve ter se revirado no túmulo nos últimos meses. Também pudera! Eram tantas informações vindas de sites suspeitos e juízes do século XXI defendendo sua verdade absoluta que as redes sociais tomaram forma, braços e pernas. As manchetes tendenciosas circulavam feito gente, na disputa de que existe o lado certo e o errado. Os formadores de opinião traduziam, em palavras, seus sentimentos de alegria e dor. E os leitores? Bem... A maior parte resumia seu embasamento político e social através da linha fina e balbuciava o que leu (mesclando preconceitos interiores) aos amigos da roda de cerveja. Ah, se a gente pudesse filtrar o que lê!

Esse fenômeno que acontece nas redes sociais é o reflexo da popularização da internet, disputa de ego e ignorância de curiosos. As pessoas nunca foram tão participativas quanto estão sendo agora, mas há preocupação neste comportamento. Afinal, todos precisam ter opinião formada sobre tudo? E mais: Existe a necessidade de expor a opinião sobre todos os assuntos?

Durante uma entrevista no Programa do Jô, o professor de História da América da Universidade Estadual de Campinas, Leandro Karnal traduziu de uma forma bem humorada essa epidemia de opiniões nas redes sociais: “Há uma parte específica do corpo que é como opinião, você pode dar, é sua, seja livre! Mas não é obrigatório”. O que as pessoas devem analisar é a quantidade de informações verídicas que chegam até elas, a condição de opinar sobre o assunto e quantas mudanças essa opinião pode trazer para a sociedade.

Há uma parcela de internautas que, até a chegada das redes sociais, não tinha voz. Não tinha plateia. Não tinha, sequer, opinião. Não lia, não buscava informação. Não ligava se o país estava de um jeito ou de outro, pois não “mudaria em nada na vida mesmo”. Não se incomodava com o governo, não agia. Vivia dentro de seu próprio mundo e assim, era feliz.

Hoje as redes invadem casas, famílias, relacionamentos. As opiniões estão escritas, maiúsculas e abertas para quem quiser ver. O debate ainda não é visto com bons olhos, afinal optar por acreditar no lado B pode não ser admissível para os agressivos, que terminam o discurso de ódio falando das mães, que não tem nada a ver com isso. Assim, amizades terminam, a discriminação pelo o que é diferente ressurge e até as crianças, que nunca leram um livro na vida, sabem exatamente o que querem para mudar de vida ou ser feliz. 

Enquanto isso, a lucidez dos informados se reprime ou se expõe, e acaba por guerrilhar internamente. Com vontade de apertar o Esc do mundo e sumir, pra sempre.