domingo, 1 de agosto de 2010

Meu primeiro amor


Esse dias parei pra pensar em como o amor está presente em nossas vidas, desde o ínicio da nossa existência. Não estou dizendo amor de mãe e pai, estou falando de amor mesmo, pelo sexo oposto (ou pelo mesmo, algumas pessoas já sabem o que querem desde que nascem!). Eu, por exemplo, tive meu primeiro amor no auge dos meus 6 aninhos. Lembro que estava na pré-escola e como todas as meninas da minha sala, eu era apaixonada pelo José Lucas. Sim, lembro do nome composto dele até hoje porque realmente foi o meu primeiro amor! Eu era perdidamente apaixonada pelo José Lucas. Contava as horas pra ir para a escola, e quando chegava, não sabia o que fazer diante dele. Aliás, eu nem conversava com ele, era aquela timideeez! Só pensava em José Lucas, José Lucas, José Lucas! E o José Lucas? Hum.. Bem.. Acho que ele se divertia com as cartinhas em formas de aviõezinhos que eu e as meninas mandávamos pra ele. Ouvia dizer que tinha uma gaveta cheia, ele guardava todos! É, José Lucas era um amor mesmo! haha! Mas, como todo amor tem seu sofrimento, eu acreditava que o meu amor jamais me daria bola, afinal todas as minhas amigas eram lindas e umas até usavam sandalinha de salto para ir pra escola, vê se pode! Mas, como tudo tem sua hora certa, em um belo dia de natação, eu estava nadando e nadando, como um peixinho, quando de repente senti uma coisinha estranha tocar meus lábios. Rapidamente coloquei minha cabeça para fora da água, de susto. E quem eu encontrei? Sim, o deus grego dos meus 6 aninhos tinha me dado um selinho! Quase infartei, claro! Como assim? Eu era tão nova, e achava que podia ter um filho só de encostar em algum menino, que diria dar um selinho! haha! Mas, danadinha desde pequena e apaixonadíssima, me rendi aos encantos do meu amor, coloquei meus óculos de natação, e nós (eu e ele *-*) demos OITO selinhos embaixo da água! Sim, se selinho contar, eu deixei de ser Bv aos 6 anos! Ah, e como todo casal tem sua vela, nós tinhamos a nossa. Era a Betina, minha terceira melhor amiga (a primeira era a Vick, e a segunda era a Fer). E a cada selinho, eu ia perto da Betina e dizia 'Betina, 1!'.. Dava outro e ia 'Betina, 2!' e assim foi, até completarem os 8. Tudo bem, depois dos beijinhos, voltamos a sala como se nada tivesse acontecido. Nada até um certo momento .. A fofoqueira da Betina fez questão de contar tudo para a professora e eu fui parar na diretoria por causa disso. Eu e o meu amor. Chorei até a barriga doer, claro, mas ah .. Nada como o primeiro amor!!

E o primeiro a gente nunca esquece!

Ps: Eu não sei se ele ainda lembra dessa história até porque, depois disso, nós nunca mais conversamos! Mas eu espero conversar com ele algum dia da minha vida e esclarecer a dúvida que não quer calar: Será que eu também fui o primeiro amor de José Lucas?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Deixe um comentário!