terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva



Se eu pudesse resumir o meu ano de 2010 em poucas palavras, diria que ele foi um ano de muitas mudanças, tanto físicas como mentais. Em Janeiro estava tudo bem, nada de 'novo' havia acontecido. Fevereiro foi o primeiro baque: Mudei de escola. Para muitos isso não é nada mas para mim que estudei com as mesmas pessoas a 'vida toda', mudar de escola foi bem estranho. No começo foi difícil, tinha até me esquecido de como era se sentir 'a' nova, 'a' estranha. Lidei bem com isso com o passar dos dias e logo fiz amigos. Em Março a situação começou a ficar difícil no namoro e eu não me recordo bem mas acho que foi entre o final de Março e o comecinho de Abril que tudo acabou. Foi meu primeiro namoro sério e a 'ficada' mais duradoura também, portanto fiquei arrasada. Ouvir de uma hora pra outra que a pessoa que você mais amava no mundo te amava menos não foi tarefa fácil pra mim, que sou sensível. Abril foi aquele mês tenso, praticamente passou se arrastando. Não sabia pensar em outra coisa a não ser o fim do namoro e torcia para as horas passarem mais rápido. Costumava acreditar que o tempo cura tudo. Realmente cura e eu continuo acreditando nisso. Em Maio as coisas já estavam se estabilizando, o sorriso passou a aparecer mais vezes em meu rosto, e eu já estava consciente de que tudo havia acabado mesmo e não existia nada que eu pudesse fazer. Mas aquela saudade ainda vinha bater na minha porta, principalmente à noite. Hora me rendia, hora não. Foi também o mês em que eu passei à desacreditar nos meninos e no que eles falavam. Era uma espécie de medo de se machucar de novo; Pensava: Gostar pra quê se depois de algum tempo ele vai deixar de gostar de mim? Rs. Estava rebelde, confesso. Junho chegou trazendo aquela vontade de viver e o que eu mais queria era conhecer gente nova, me divertir, comemorar o lado bom de ser solteira e usar todo o meu charme para seduzir quem eu quisesse sem nenhum compromisso ou pudor! Em Julho tratei de me recompor. A minha preocupação foi cuidar de quem sempre esteve ao meu lado e me preocupar mais com quem estava comigo. Descobri que uma grande amiga estava leucemia e foi o que eu 'click' que eu precisava para acordar e ver que a vida é MUITO para deixar passar em branco, pensando no que podia ter sido ao invés de o que poderá ser. Tratei de descontar todo carinho que eu tinha guardado em mim nas pessoas em que eu gostava e acho que isso foi mudando a minha forma de ver as coisas. Agosto chegou cheirando a novo e foi um atropelamento de coisas estranhas. Como estava decidida a dar chance para os meninos, reencontrei um velho paquera e comecei a me encantar novamente, como nos velhos tempos. Só que, ao mesmo tempo, um grande amigo começou a me chamar atenção com seu jeitinho carinhoso e sorridente. Com medo de que fosse algum engano, ignorei o que eu sentia por esse amigo e continuei a história com o paquera. 'Se não foi da outra vez, agora vai né?' Rs, me enganei. Sempre acreditei naquele contato físico, um olhando pro outro, coração pulando pela boca. E quando o vi, reagi normalmente e o meu coração bateu como de costume. Voltei frustrada pra casa achando que nunca iria encontrar alguém que pudesse fazer meu coração pular novamente. Bobinha! Alguns dias depois deixei as coisas fluírem com esse amigo; se tivesse que ser, seria. E foi! Tomei coragem e contei sobre os pensamentos esquisitos que eu havia tendo e perguntei o que fazer. A solução foi simples: Vamos juntar os trapos e ver no que dá! Eu não sei no que deu, só sei que já fazem 4 meses que estou procurando com ele por essa resposta e sonhando em procurar por ela todo o tempo em que eu estiver viva. Em Setembro a insegurança chegou, ele tinha acabado de sair de um namoro, e como eu sabia o que era o período pós-namoro, temia que aquilo fosse só passageiro. Que nada! As minhas lamentações só serviram para ouvir mais ainda que eu estava sendo amada. A única coisa que me incomodou nesse mês foram os comentários alheios. Sobre o meu nxzete, sobre quem eu era, sobre o que eu queria. Tirei de letra, e deixei pra lá! Em Outubro o clima estava todo In Love, sair mais cedo da escola nunca tinha sido tão legal e as coisas estavam fluindo bem. Novembro foi quase a mesma coisa, a cabeça ocupada por mil planos e uma pessoa só dentro do coração. Já Dezembro chegou em um pulo, cheio de desejos e sonhos. Comecei a enxergar algumas coisas que não me agradam tanto mas se eu souber lidar, não terei problema algum. O estresse dentro de casa tornou-se constante e o desejo de morar sozinha cresceu a cada minuto. A independência também aumentou e a cabeça amadureceu. Não existe mais aquele antigo pensamento de 'fim do mundo' se alguma coisa acontecer, as coisas se tornaram mais naturais e a idéia das coisas acontecerem se tiver que acontecer tomou conta. Cresci.
Esse foi meu 2010!

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