domingo, 20 de fevereiro de 2011

Escrever.


"Escrever, pra mim, sempre foi uma válvula de escape muito grande." (Pitty Leone)

Essa frase me descreve com facilidade. Escrever, pra mim, é como ir nos mais fundos de meus pensamentos. Como se eu pudesse reviver cada minuto da vida, lembrar de coisas que passaram despercebidas, contá-las em minha versão. É também como se eu conseguisse organizar cada idéia minha, colocá-las em ordem sem me embaraçar. Se não der certo, eu apago e escrevo de novo. Isso torna-se uma segunda vida, onde você se permite viajar em seus pensamentos, passar aonde quiser com eles e se não ficou do jeito que quis, basta apagar tudo e pronto. Como se nada tivesse acontecido. Diferente da vida real, em que nós agimos muitas vezes sem pensar e não temos como apagar. Escrever é como se refugiar em um canto e ter com quem conversar a hora que quiser, sem ouvir nada, apenas desabafar. É dar asas a imaginação e torná-las reais. É protestar contra idéias contrárias, dizer o que quer, como quer, sem tropeçar nas palavras e se perder nos pensamentos. É chamar a atenção daquilo que é errado. Escrever é como juntar cada frase que passa rápido pela nossa cabeça e ajeitar com outras tantas que vieram juntas. Escrever é viver. 

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