segunda-feira, 18 de abril de 2011

8 months.

A rotina de uma simples garota de 17 anos é mais ou menos assim: ela acorda (meio irritada, não dá pra acordar cedo sorrindo!), se arruma e vai pra escola. Morre de tédio durante aulas mas conversa tanto com as amigas que nem dá tempo de reclamar de quão cruel é a vida. Vai pra casa, almoça, dorme. Dorme a tarde inteira, vale lembrar. Talvez exista um curso ou alguns trabalhos de escola pra resolver a tarde, mas nada de importante. A noite, entra na internet e não quer sair mais. Lembrando que essa é a vida de uma garota NORMAL.

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Já a vida de uma garota apaixonada muda todo o sentido do texto. Ela acorda, feliz e ansiosa, afinal é mais um dia ao lado dele. Se arruma toda, mas sem parecer exagero, ela não quer mostrar que passou horas e horas fazendo um make para parecer 'natural'. Sai de casa torcendo para que ele não falte, nunca é legal ficar sem ele. Vira a esquina, e lá está o protagonista da história, lindo. Sua postura parece ter sido desenhada, seu cabelo milimetricamente desalinhado dá a sensação de quem acabou de acordar, seu sorriso parece ser a coisa mais tentadora do universo. Ela vai chegando perto e uau! O uniforme da escola parece ser tão mais bonito naquele corpo... Aquela bermuda, aquele tênis... Tudo parece se encaixar perfeitamente. Enfim, estão cara-a-cara! Apesar de tantos meses terem se passado, ela ainda sente duvida no que fazer quando ver ele: 'dou selinho? hm, abraço? um beijo no rosto, que tal?' No final, não resiste e acaba fazendo tudo junto. Hora de escola, estudar, que chato, ah! Mas peraí, olha quem senta atrás dela... É, é ele!! Apesar dos problemas em casa, das lições do curso de inglês, da obrigação de prestar atenção nas aulas pra ir bem no enem, enfim, apesar de tudo ela vira para conversar com ele. Eles riem juntos, é impressionante como se dão tão bem. As músicas parecem trilha sonora, as situações contadas por ele são mais engraçadas do que contada por outros, tudo nele é melhor, ele é ele. Hora de ir embora, e mesmo cansada, com fome, com sono e querendo ir pra casa, algo a prende ali. Seriam aqueles braços tão confortáveis e convidativos a um abraço? Ou seriam aquele par de olhos azuis que contrasta com o céu e faz com que tudo pareça mágico? Não sei. Ela não sabe. Nem ele sabe. A única coisa que todos sabem é que oito meses nunca foram tão bem vividos como agora. Isso porque, durante todo esse tempo, o essencial estava logo ali. O amor.

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