domingo, 27 de novembro de 2011

Era uma vez, uma velhinha.

Dia desses passei em frente a um asilo. Havia muitas velhinhas sentadas no quintal olhando para o nada, mas uma, especificamente, olhava para mim. Não sei se era a velocidade dos meus passos, curiosidade no quê eu faria depois ou apenas um olhar mesmo. Ela apenas olhava... Isso fez brotar tantos pensamentos dentro de mim!
Como será ser velho? Saber que você já viveu mais da metade da vida, o normal de um ser humano, e que está chegando ao fim? Quantas pessoas sentirão sua falta, quantas pessoas chorarão por você? É, talvez ela nem tivesse medo. Talvez ela me olhava por saudades de andar como eu, com passos firmes. Aquele asilo parecia ser tão entedioso! E o espelho? Bom, se ela era vaidosa como eu, sentiria dor ao olhar para o espelho e ver que  seu rosto, sua pele, seu cabelo... Nada mais é o mesmo de antes.
Estava difícil concluir aquele olhar. E mais difícil ainda estava mudar de pensamento. "Como pude ser tão fria a ponto de ver que a velhinha me olhava e não ter sequer dito um simples 'oi', ou apenas sorrir com o olhar? Francamente... Talvez se eu tivesse feito isso, a senhorinha ganharia o dia e eu também!". 
Sem prolongar ainda mais esse assunto para minha consciência não doer, apesar de ter medo (sim!) da velhice, terei honra de assumir meus fios de cabelo branco e minhas rugas, já vividas e com tanta história pra contar. E a velhinha? Bom... Talvez ela estava apenas me olhando mesmo e pensando 'Que shortinho curto é esse? No meu tempo não era assim não!'. HAHAHA!







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