sábado, 28 de janeiro de 2012

Agridoce

Ontem ouvi a Pitty dizendo, em um entrevista, que ela se sente agridoce como o seu CD, projeto (brilhante!) dela e do Martin. Parei pra pensar um pouco e cheguei a conclusão de que eu também sou, todos nós somos, ou pelo menos a maioria é. Ora tá doce, ora tá salgado. Ora tá alegre, ora tá sombrio.
Nesses dezoito anos de vida, só agora eu fui descobrir que tenho esses múltiplos lados, com faces e jeitos diferentes; sendo que, com alguns deles, eu mal aprendi a lidar ainda. Costumava pensar que não era normal chorar, ficar melancólica e desejar que todas as coisas do mundo voem pra bem longe. Hoje vejo isso como algo natural... Ás vezes é bom tirar um dia de folga da felicidade e curtir o nosso lado sombrio em paz.


É melhor aproveitar uma verdadeira fossa do que sair distribuindo sorrisos falsos.

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Trago...

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Trago lágrimas, sorrisos, histórias, abraços… 
Trago momentos felizes, momentos de 
decepção. Carrego pessoas, amores e 
desamores, amigos e inimigos, desafetos, 
paixões. Não sou um livro aberto, mas 
também não tão fechado que você não 
consiga abrir, basta ter jeito, saber tocar as 
páginas, uma a uma, e descobrirá de que 
papel é feito cada uma delas.


(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A lei da vida

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A vida é assim.


Um dia você se divertiu a beça com o seu amigo. Rolou de rir das palhaçadas que ele fazia pra você e usava toda a sua criatividade para fazê-lo rir também. Passou por momentos difíceis onde a única solução era acreditar que aquela ferida, um dia, cicatrizaria. Deu o seu ombro quando ele precisou e usou o dele também. Você confiou nele, se doou de corpo e alma. Vocês fizeram planos, combinavam de morar juntos, fazer faculdade juntos, criar os filhos juntos. Fizeram um pacto de nunca saírem do lado do outro, sem se preocupar com o que acontecesse ao longo da vida.


No outro dia, seu amigo passa ao seu lado e mal olha pra você. Por outros, você descobre que ele realizou sonhos que tanto quis e tanto planejou, e mal teve o trabalho de te contar como foi a experiência e se ficou realmente feliz com suas realizações. Ele te poupou de dividir suas alegrias, tristezas e medos com você. Ele te esqueceu.


As pessoas passam por nossas vidas, deixam suas lembranças e se vão. 

Um iceberg

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Sou uma inconstante máquina de pensamentos circulando a todo vapor. Tento parar, respirar, esfriar um pouco a cabeça porém logo vem alguma memória, algum comentário, algum desejo... Acontece o tempo todo, diariamente, em tempo integral. Porém, decidi me aceitar assim mesmo, do jeitinho que eu sempre fui. Exagerada, ciumenta, teimosa e ao mesmo tempo, fiel, carinhosa, e dona de uma sensibilidade gigantesca. Ah, e sobre aquela histórinha fútil de me tornar fria? É impossível! Tenho afeto até por coisas bobas, como uma almofada querida ou uma palavra engraçada. 
Paro por aqui as minhas falas de que vou mudar ou então, tudo será diferente. Pode até ser que seja, porém quem terá de mudar ou amansar suas atitudes não será eu, e sim, as pessoas que me cercam. Sei que estou em um bom caminho e não tenho motivos para me transformar em algo que não sou.
Se eu tiver que chorar, vou chorar sim, com todo o meu coração. E se tiver que rir, darei a gargalhada mais gostosa da minha vida, com prazer e alegria. Nunca fui de meio-termo e não será agora que eu vou ser, correto? haha! 


Ps. Essa não é uma revolta nem nada do tipo. Apenas se eu disser que vou me tornar um iceberg, não acreditem. Eu nunca conseguirei ser assim!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ctrl + alt + del

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Que bom seria se existisse um ctrl + alt + del na vida, onde a gente pudesse apagar tudo de uma vez só, sem deixar qualquer resquício. Mas esse botão não existe porque se tudo fosse assim, nós apagaríamos as memórias boas também, aquelas atitudes que valeram a pena, pessoas queridas... Tudo iria junto. E mais uma vez, bato na tecla da realidade. Se todas as coisas ruins não acontecessem, como a gente aprenderia a superar obstáculos?  Como a gente aprenderia lições para não repetir mais o erro? É, não seria possível mesmo. 
Portanto, erros estão aí pra isso. Mostrar que eles existem mesmo e não há nada que possamos fazer a não ser lidar com eles. Que é difícil é, principalmente quando o erro não vem da gente mas sim, de outra pessoa. Mesmo assim, serve de lição pra nunca cometer o mesmo, e aprender a perdoar, por mais difícil que seja.

sábado, 21 de janeiro de 2012

2012 chegou!

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Desde o final de 2011, já previa que algumas mudanças aconteceriam em 2012. Bom, elas já começaram! E essas mudanças além de estarem presentes fisicamente, também estão dentro de mim. Já chega de ser a mocinha do filme, que sempre é um doce de pessoa, vive sorrindo e é legal até demais em algumas ocasiões. Esse ano traz mais maturidade, pés no chão e a certeza de que cada um se responsabiliza pelo o que faz.
O que tiver de ser, será com certeza! Mas se for necessário dar uma mãozinha ao destino, farei o que for preciso para ser feliz, apenas. Chega de assumir erros sem ter a culpa, ser sempre a primeira a dar o braço a torcer, chorar e esperar sensibilidade de todos em volta... Isso é um conto de fadas que eu vivi há um tempo atrás. 
A princesa se foi e quem vos escreve agora é uma mera ser humana que tem todo o direito de ser respeitada e amada, acima de tudo.