domingo, 14 de abril de 2013

Dois e meio

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Catástrofe. Decepção. Falta de atenção. Daria para descrever mil e um adjetivos (ruins) para definir a primeira prova do professor Roni, de Técnicas e Gêneros Jornalísticos. Entretanto, não daria para aceitar um mero "Valeu a tentativa!", até porque, depois de tantos resumos, nenhuma falta na aula e aquela confiança no clichê de tudo dar certo no final, uma tentativa é pouco para quem almeja o acerto.
Meu nome é Mayara, tenho 19 anos, trabalho há um ano no meu primeiro e único emprego (chato, por sinal), tenho inglês avançado, sou sagitariana... Ok. Nada disso justifica o 4,5 na prova. Eu poderia também, mais uma vez, dizer que estudei muito, prestei atenção nas aulas e fiz de tudo para, ao menos, decorar o conteúdo dado... Será que desta vez justifica?
Além disso, daria para dizer que sou bugrina, tenho absoluta certeza que o professor soltaria um fofo "Awn!", mas isso seria jogar sujo. Porém, não seria absurdo contar que, ao entregar a prova, eu apaguei mais da metade das respostas e alterei muitas por nervosismo. O medo de errar. Sim, aquele mesmo sujeitinho que me deu o infeliz 4,5. Radiante e dolorido.
É com aperto no peito que me explico: Eu tentei dar meu melhor, tentei acertar, tentei, ou melhor, estudei (e muito!) para a prova do Roni. E por estas e outras, mereço um 7,0. Pode não ser a melhor nota, afinal, ficar "em cima" da média nunca é bom. Mas é uma oportunidade. 
Como no mundão lá fora, já me preparo com os "nãos", como a nota da prova. A diferença é que, no mundão eu não vou poder errar mas aqui sim, pois este é só o começo. Eu só peço: Uma oportunidade e eu não vou mais decepcionar. Tanto o professor como a mim mesma.


Ps: Este texto é referente à uma prova que eu fiz na última semana, em que nós devíamos avaliar nossa nota, e caso alguém não concordasse, era necessário escolher uma nota e se justificar. E, felizmente, ele me rendeu incríveis 2,5, o que me salvou do vermelho! Obrigada professor Roni! :)

sábado, 6 de abril de 2013

Casca oca

"O tempo é o melhor remédio." Digo mais, é o melhor remédio para tudo: Alma, corpo e mente. E não apenas em decepções amorosas, ou experiências mal sucedidas. Ele te mostra que corre e, se você não tentar ser mais esperta, ele te deixa pra trás.

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Antes, uma paciência infinita, "sim" para tudo, a relevância era o que prevalecia. Claro, um dia as coisas teriam que mudar. Isso era o que eu pensava, ou melhor, me enganava, tentando acreditar que tudo realmente mudaria um dia e tomasse uma forma melhor; só assim conseguiria carregar isso pro rumo da vida, o meu rumo. Mas depois de tantos tombos e tropeços, a vida te chacolha e te mostra que não há tempo a perder. Você não vai conseguir viver bem na espera do que um dia poderá acontecer, como a mudança de atitude de algumas pessoas, ou gente que aparenta ser bacana, mas que no fundo é oca, passar a ser realmente bacana.
A verdade é que quase sempre as coisas não sairão como o planejado e o que nos resta é aceitar isso, de peito aberto, percebendo a vantagem daquilo e a lição que a vida quis mostrar. A cada badalada do relógio, é um pedacinho de vida que poderíamos ter aproveitado melhor, ou feito algo de útil. 
Por isso, a minha filosofia de vida atual é essa: "O que isso tem para me acrescentar?". E isso vale para coisas, lugares, comidas, pessoas... Principalmente pessoas. Tem algo a me ensinar? É sábia? A casca pouco importa quando alguém tem conteúdo. É quase como um detalhe.