terça-feira, 28 de maio de 2013

Matéria: Síndrome de Down

        
         Carinhosamente chamados de especiais, as pessoas com Síndrome de Down possuem-na por conta de uma alteração genética no cromossomo 21. “A chance de pessoas jovens e saudáveis terem um filho com a Síndrome é a mesma do que qualquer pessoa do mundo encontrar um caderno com folhas grudadas. Pode acontecer, não dá para escolher!” – explica a fisioterapeuta especializada em neurologia infantil, Cássia Colhone (48). Existem exames específicos para detectar se o bebê, antes mesmo de nascer, terá Síndrome de Down.

         As características das pessoas com a síndrome são basicamente olhos diferenciados, a boca menor projetando a língua para frente, as mãos com menos pregas, orelhas mais baixas, e menos tônus muscular. Em alguns casos pode ocorrer a diminuição da audição e problemas de vista como catarata e estrabismo.

         Segundo a fisioterapeuta, ocorre uma má formação no cérebro que torna tudo mais lento. O aprendizado, a fala, e os movimentos de andar e sentar são adquiridos mais lentamente do que um bebê normal. Apesar disso, ela cita que antigamente a expectativa de vida para um Síndrome de Down era de 10 anos, e hoje, há casos de 60 anos ou mais. Cássia também conta que a maioria das pessoas pensa na Síndrome dividida em níveis, como se uma pessoa tivesse mais alteração genética do que outra. Este é um conceito equivocado; o que ocorre é a quantidade de tônus muscular, que controla a força do músculo, e aparenta mais agilidade de uma pessoa para a outra.

         Para lidar melhor com as diferenças, Cássia dá dicas de como se comportar perante uma pessoa com Síndrome de Down, dizendo que nunca se deve falar por ela e antecipar suas vontades, evitar o preconceito e a falta de informação, receber a Síndrome com naturalidade, não infantilizar, sempre repetir as informações em frases curtas, dentre outras.

   A pedagoga Denise Loron (49), especializada em deficiência mental mostra sua satisfação em trabalhar com Síndrome de Down: “Eu me apaixonei durante um estágio que fiz em uma instituição para deficientes mentais. Amo este lugar (CEESD – Centro de Educação Especial Síndrome de Down, em Campinas-SP), pois aprendi a ver o mundo de uma maneira diferente, aprendi a ter mais paciência, e o retorno que nós temos deles e a alegria que eles nos passam não tem preço!”.

         Já Solange Fernandes (32), que tem Síndrome de Down e também trabalha no CEESD como monitora há mais de seis meses, conta que adora trabalhar no Centro, ajudando os bebês a se alimentarem e colocar bilhetes aos pais nos cadernos dos alunos. Mas o que mais lhe encanta é seu namorado Cássio (15), aluno do CEESD, a quem Solange conheceu no próprio lugar. “Eu amo ele! Ele me manda cartinhas, e eu sou muito feliz por estar com ele!”

         Durante uma conversa descontraída com Cassio e seu amigo Valdeir (56), também com síndrome de Down, eles se divertem brincando com suas idades e características diferentes, e contam que, apesar da dificuldade de se entenderem no início, hoje se consideram grandes amigos.

          A fisioterapeuta Cássia sugere aos interessados em saber mais sobre a Síndrome, o livro “Síndrome de Down” escrito pelo Dr. Salomão, e os sites [www.schwartzman.com.br] do próprio Doutor e [www.sindromededown.com.br] do Dr. Zan Mustacchi. 



Por: Isabella Soriano, Maria Carolina Zanchetta, e Mayara Nascimento.

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