terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cadê as autoridades?


A pergunta que não quer calar: Quem sobreviveu ao feriado do dia 15 de Novembro de 2013? E eu vos digo: EU!

Não foi nada fácil sair daqui de Campinas ás 20hrs na Quinta-feira (14) e chegar em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, por volta das 11hrs da manhã. Sim, 15 horas de estrada!! Nada legal quando você está num carro com 5 pessoas, um calor da Bahia, uma fila de carros sem fim e o pensamento ansioso de 'será que a gente chega lá?'.
Ás 8 horas da manhã da Sexta-feira o bicho realmente pegou. A Oswaldo Cruz simplesmente parou durante a descida da serra e não havia nada a se fazer a não ser descer do carro e descontrair um pouco. Como o povo brasileiro é sempre receptivo (e é isso que me traz orgulho de fazer parte desta nação!), todos começaram a conversar, se ajudar nos momentos de 'xixi', troca de favores... Uma graça, de verdade! Crianças, grávidas, idosos. Mineiros, paulistas... Fusquinhas, Land Rover... Gente de todos os tipos e de todas as classes sociais ali, juntos, sem sinal de celular ou qualquer tipo de comunicação. Isto me lembrou o quão importante é a informação para o ser humano e de como a minha profissão de jornalista merece respeito. Afinal, a única fonte de informação ali, naquele momento, era uma rádio da região que contava como estava o trânsito em outros lugares. 
Graças a Deus, todo esse auê durou apenas uma hora, exatamente no momento em que o sol chegou estralando a mamona. Deu 9 horas da manhã e alguns cidadãos humanos e cheios de atitude resolveram descer a serra de motocicleta para entender o que ocorria. As quatro faixas, tanto de descida da serra quanto a de subida, estavam abarrotadas de carros e por conta disso, o trânsito travou. Todos fizemos uma organização de carros, cumprindo novamente as leis de trânsito e assim, o fluxo fluiu melhor.
Mas então, com toda essa mobilização de gente humana, que estava ali apenas para curtir um feriado com a família perto do mar, tiveram que descer de seus carros para reorganizar o trânsito, eu lhe pergunto: Cadê os policiais? (...) Não vi UM para contar história. 

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