sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vivência na RAC: Segundo dia!




Posso dizer uma coisa? Tô a-man-do o retorno que estou tendo no blog sobre a Vivência na RAC. É bom ter um feedback de pessoas bacanas e competentes naquilo que fazem! 

Hoje o dia foi "livre" no Correio Popular. Ninguém saía, nenhuma pauta polêmica para eu apurar de perto acontecia... Comecei a ficar inquieta na cadeira. Lia o jornal, tentava prestar atenção na conversa dos colegas, voltava pro jornal, olhava ao redor... Nada! Até que tive a brilhante ideia: Bom, sou uma jornalista, vou fazer uma matéria! Sozinha, sem pauta, sem ninguém mandar! Vamos lá, vai ficar bacana! Um tema... Já sei, "Volta às Aulas Sem o Hexa"! E quem eu posso entrevistar... Meu irmão! Ah é, e mais essa mocinha do meu Facebook que estuda na minha antiga escola! Tá aí, vou criar. E criei! Entrevistei os dois, pesquisei escolas, liguei do telefone de lá para pegar algumas informações e corajosa, enviei pro meu "chefe" da Vivência. Ficou assim:

Volta às Aulas promete mais que o jogo do Brasil!

Depois das férias prolongadas que começaram no meio do mês de junho, os estudantes terão a dura missão de voltar às aulas. É caderno pra cá, livros pra lá... Está na hora de ajustar o despertador, voltar à rotina de provas e aos pendurados de plantão, recuperar as notas antes que o ano acabe. Além disso, muitos estudantes entraram de férias convictos de que voltariam com a notícia do hexa, mas depois da goleada que o Brasil levou da Alemanha no Mundial, muitos voltarão com as esperanças fragilizadas e o coração
partido.
O estudante Carlos Alessandro do Nascimento Junior, de 14 anos, está no primeiro ano do Ensino Médio e conta que, por causa dos jogos da Copa do Mundo, ele teve dificuldades de absorver o conteúdo das matérias já que a maioria das coisas foram feitas com pressa. O garoto conta que será indiferente voltar para as aulas sem o hexa, mas confessa que será difícil aturar a reação dos colegas fanáticos por futebol. Além disso, sua maior dificuldade será manter os olhos abertos durante as aulas depois de passar as férias inteira acordando tarde.
Por outro lado, a estudante Anna Beatriz Calado, de 16 anos, que está cursando o segundo ano do Ensino Médio estava na torcida pela Seleção Brasileira, mas se conformou com o placar. "Nem todo mundo ganha, né?", afirmou Anna. A estudante prefere acreditar que, apesar da derrota do time brasileiro, valeu
a pena reunir os amigos e ver todos se divertindo.
A maioria das escolas públicas retorna das férias na próxima segunda-feira, enquanto os alunos das escolas particulares terão um pouco mais de tempo para se adaptar com a nova rotina, retornando apenas no final de julho.


Pedi pra ele dar uma olhada e, surpreendentemente, ele me disse que o texto estava ótimo e que, se fosse para ele, certamente seria publicado. Quase pulei de alegria! Hahaha! Anotem as correções que eu fiz para entrar no padrão de jornal e servir como dica:
  • Meses são escritos com letra minúscula;
  • Ensino Médio sempre com letra maiúscula;
  • A idade não é como nas revistas (ex: Mayara Nascimento [20]).

Logo depois, conheci o Leandro, um dos fotógrafos do Correio Popular. Fomos até um estabelecimento fotografar para o jornal e eu aproveitei para fazer várias perguntas. Ele me contou que não fez faculdade de Jornalismo nem curso de Fotografia, tudo o que ele aprendeu foi lendo, na raça mesmo. O emprego no Correio também saiu da sua força de vontade que, depois de fazer fotos de casamento, publicidade e afins, percebeu que fotojornalismo estava na veia e foi bater na porta do jornal. Por sorte, havia um fotógrafo de férias, ele entrou para cobrir o cara e está lá até hoje. 
Leandro me deu muitas dicas sobre o jornalismo, principalmente no seu modo como é hoje. Para ele, temos que revolucionar um pouco o modo como o jornalismo é feito, muitas vezes autoritário e imposto. "Tudo isso aqui pode acabar um dia, porque a leitura do jornal impresso está cada vez mais escassa. Você precisa investir no jornalismo independente, onde você é o seu próprio pauteiro, repórter e editor. Só assim consegue vender uma notícia realmente interessante, sem sofrer cortes ou censura de algum veículo", contou o fotógrafo. E eu adorei né?! Afinal, faço parte do time de estudantes de Jornalismo que querem mudar o mundo (sim!!) com a força das palavras e fazer delas, a democracia. É como diz aquela frase "A censura nunca desiste, ela sempre volta disfarçada". E não é verdade?! Mas isso é pano pra outra manga!


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