quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dica de Documentário: O Começo da Vida

Imagem: Google

Ontem tive o privilégio de assistir O Começo da Vida e posso dizer que ele mudou, com palavras e imagens, um pouco da minha vida. Já conhecia a Maria Farinha Filmes e outras produções da Estela Renner, mas minha grande expectativa era esta estreia. Não sei se foi pelo envolvimento do parto humanizado ou pelo trailer que desperta uma vontade incrível de assistir.

O documentário apresenta a capacidade incrível que todas as crianças têm de aprender. Já parou pra pensar que, em 3 anos, uma criança chega ao mundo, e tem a capacidade de falar e andar? É inacreditável! O que você aprende de tão inovador no mesmo período de tempo? Michel Odent, um dos precursores do parto humanizado no mundo, costuma dizer que "Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer".

Além de entrevistas pelo mundo inteiro, o documentário também traz questões sociais, como educação. Uma criança de classe média aprende cerca de trinta mil palavras a mais do que uma criança que nasceu no subúrbio. A capacidade da criança deve ser intensificada e aproveitada desde o início da vida.

Cena do documentário
Um dos momentos mais emocionantes, na minha opinião, é a entrevista desta mãe. Ela explica que, antes de engravidar, não imaginava que pudesse existir um amor tão grande e depois da maternidade, consegue amar os bebês mais do seus próprios pais. Eu ainda não sou mãe, mas dá pra imaginar um pouco da grandeza deste amor.

Cena do documentário
Toda a sociedade é responsável pela criação das crianças. Temos que enxergá-las, dar ouvidos e mostrar que tudo o que elas dizem é de extrema importância. Com o cansaço e a rotina, às vezes esquecemos de dar a atenção necessária e elas encontram outros meios de atrair olhares, nem sempre positivos.

O Começo da Vida traz declarações de profissionais da Harvard até mães da periferia brasileira. É para assistir com a família e o peito aberto. Para olhar, não só a qualidade das imagens, mas as situações corriqueiras. Para refletir e pôr em prática.

ONDE ASSISTIR?
Em Campinas eu não encontrei nenhum cinema que tenha o documentário em exibição, mas você pode encontrar no Netflix.

SAIBA MAIS!



terça-feira, 31 de maio de 2016

Diário do TCC - Ep. 5 "Expectativa"

Imagem: Tumblr
O tempo vai passando e a expectativa só aumentando. Por mais que a maioria das pessoas reclamem sobre o TCC, que é estressante e esgotante, eu estou sofrendo com o passar do tempo. Apesar do trabalho de gravação, escrita, pesquisa, eu me apeguei tanto que nem consigo imaginar meus dias quando a faculdade acabar. 
O projeto, por exemplo, foi entregue na última semana como um filho indo embora de casa. Cada ponto, cada vírgula, cada parágrafo foi pensado... Desapega, Mayara! É aquela coisa, a gente cria os filhos pro mundo. E o nosso se foi, todo felizão!

Daqui alguns dias, será nossa primeira apresentação. Estava lembrando estes dias, sempre estudei aquilo que queria, o que não gostava muito só foi decoreba mesmo. Nunca tinha separado um tema para realmente entender e explicar, com as minhas próprias palavras, o que eu sei sobre o assunto. E este tema do TCC me proporcionou isso, conhecimento. Se hoje falo pelos mil cantos sobre o assunto, é porque tenho propriedade nisso, evidências científicas e dados. Claro, ainda tenho muito o que aprender (principalmente na prática), mas bate aquele orgulho de saber exatamente o que você está falando, sabe?
E logo teremos a oportunidade de disseminar todo esse conhecimento para pessoas que talvez nunca tiveram contato com o assunto. Desmistificar situações. Lidar com discordâncias e explicar as razões para o outro acreditar em nossas teorias.

Uma das coisas que mais me alegra é ouvir aquele comentário "Vi um vídeo sobre parto humanizado e lembrei de você!". É demais! Seu nome associado à sua pesquisa. Ou quando alguém pede algum conselho sobre qual decisão tomar, quando alguém se interessa pelas suas explicações... Gratidão define! 

Agora, força na peruca! Reta final, pode vir!

terça-feira, 17 de maio de 2016

MSF em Campinas

Foto: Médicos Sem Fronteiras
Os Médicos Sem Fronteiras (MSF), de acordo com o próprio site, "é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Também é missão de MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos". 


Eles escolheram Campinas para fazer parte das "Conexões" que acontecem em mais de 70 países, afim de conectar pessoas em prol do bem. Sempre bato na tecla sobre isso aqui no blog, e desta vez não será diferente. Demorei, mas cheguei com uma agenda, para você adaptar na sua rotina e participar de uma das ações. Vem comigo!


17 DE MAIO (TERÇA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme Acesso à Zona de Perigo: Casa do Lago - Av. Érico Veríssimo, 1011 - Cidade Universitária | Horários: 16h00 e 19h00 | Após a sessão das 16h00, profissionais de MSF responderão às perguntas do público.
  • Debate Mobilização social na luta contra as doenças negligenciadas: Casa do Lago, às 14 horas. 
18 DE MAIO (QUARTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme Affliction – O Ebola na África Ocidental: Local: Sesc – Teatro | Horário: 19 horas | Após a exibição do documentário, a médica Rachel Soeiro, que atuou no combate ao Ebola na Guiné, e Damaris Giuliana, da assessoria de imprensa de MSF-Brasil, responderão às perguntas do público. 
19 DE MAIO (QUINTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia. 
20 DE MAIO (SEXTA-FEIRA) 
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme UnLimited: Casa do Lago - Av. Érico Veríssimo, 1011 - Cidade Universitária | Horários: 16 e 19 horas. 
21 DE MAIO (SÁBADO) 
  • Contação de Histórias: Livraria Saraiva Galleria Shopping. Rod. D. Pedro I, 131 - Jardim Nilópolis - Às 15h.
  • Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia.
  • Filme UnLimited: MIS - Rua Regente Feijó, 859 – Centro | Horário: 19 horas | Após a exibição do filme, profissionais de MSF responderão às perguntas do público. 
22 DE MAIO (DOMINGO) 
  • Contação de Histórias: Parque Taquaral – Portão 1, próximo à administração - Às 16h.
  • Diário de Arte: Av. Orozimbo Maia com Av. Senador Saraiva - A partir das 10h.Exposição Fotográfica: Aeroporto Internacional de Viracopos, Novo Terminal (T1), andar 0. De 11 a 22 de Maio, 24 horas por dia. 

Confirme presença nos eventos do Facebook e convide seus amigos! 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Não tô aqui pra competir!

Uma das artes que o Eduardo Marinho vende. Imagem: Google


Desde que eu ouvi a música "Pedro Pedreiro Parou de Esperar", do Braza, alguma coisa mexeu comigo. A história da música, as frases montadas no início, a batida... Tudo me envolveu, como um bebê no colo da mãe. Pesquisei a respeito e encontrei um cara que se tornou essencial para a minha inspiração e filosofia de vida: Eduardo Marinho.

Busquei mais sobre ele e descobri coisas que nem imaginava. Ele veio de família com dinheiro, estudou nas melhores escolas, e em um determinado momento da vida, decidiu largar tudo. Sabe por quê? Ele não via igualdade. Sabia que, se chegasse no morro com sua camiseta "boa", sapatos novos e a imagem clara do que é politicamente correto, as pessoas iam lidar de forma diferente. E ele só queria ser igual... Largou tudo, teve alguns desentendimentos com a família e foi viver como queria. A história que eu contei foi bem resumida, até porque o intuito da postagem não é este, quero mostrar a filosofia de vida que ele adotou.

Me questiono diariamente sobre a vida, minhas ações, minhas cobranças internas, meus monstros. A sociedade impõe que você sempre seja o melhor... Em tudo. Tem que estudar, ter milhões de cursos "superiores" (que, na verdade, vão alimentar seu ego em ser superior à alguém, ao invés de incentivar o conhecimento adquirido), ter uma saúde inabalável, ter um corpo perfeito, ter um círculo social gigante. É difícil cumprir tudo.

Nestes questionamentos, a única frase que perambula na minha mente é "Não tô aqui pra competir". Se você parar pra analisar, nessas imposições da sociedade, nos tornamos apenas fantoches. A busca em ser melhor passa por cima de princípios e valores que, em muitos corações, deixaram de existir. Almejamos sempre mais, sem se preocupar com o lado invisível da sociedade. Os não-vistos. Os que talvez nunca terão as mesmas oportunidades que a gente.

E aí voltamos à estaca zero, questionando a tal da felicidade. Trabalhar a vida inteira para ganhar muito dinheiro. Essa é a felicidade? A felicidade nos finais de semana? E na maior parte do tempo, temos que viver em fileiras, marchando para sabe lá onde. É questionável, é exercício diário. É analisar nossas atitudes e perceber o que vale mesmo a pena.

É encontrar a felicidade plena na felicidade do outro. Desapegar de padrões, sair da caixa, pensar diferente. Não se render aos abusos da propaganda, resistir às tentações de julgamentos, livrar-se dos paradigmas que a sociedade impõe. É deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila. É lembrar que eu, você, nenhum de nós está aqui para COMPETIR.

Obs: Como lição de casa, deixo AQUI o vídeo em que Eduardo usa a frase, AQUI a palestra de vida dele e AQUI a música do Pedro Pedreiro Parou de Esperar. Tenho certeza, meu bem, que uma nova pessoa nascerá dentro de você. E os medos, angústias, dúvidas do certo e errado vão ceder às boas ações que você fez durante a vida.


terça-feira, 10 de maio de 2016

Legião de Imbecis

“Redes sociais deram voz a legião de imbecis” Umberto Eco, 2015

Imagem do chargista Tigre
O escritor Umberto Eco deve ter se revirado no túmulo nos últimos meses. Também pudera! Eram tantas informações vindas de sites suspeitos e juízes do século XXI defendendo sua verdade absoluta que as redes sociais tomaram forma, braços e pernas. As manchetes tendenciosas circulavam feito gente, na disputa de que existe o lado certo e o errado. Os formadores de opinião traduziam, em palavras, seus sentimentos de alegria e dor. E os leitores? Bem... A maior parte resumia seu embasamento político e social através da linha fina e balbuciava o que leu (mesclando preconceitos interiores) aos amigos da roda de cerveja. Ah, se a gente pudesse filtrar o que lê!

Esse fenômeno que acontece nas redes sociais é o reflexo da popularização da internet, disputa de ego e ignorância de curiosos. As pessoas nunca foram tão participativas quanto estão sendo agora, mas há preocupação neste comportamento. Afinal, todos precisam ter opinião formada sobre tudo? E mais: Existe a necessidade de expor a opinião sobre todos os assuntos?

Durante uma entrevista no Programa do Jô, o professor de História da América da Universidade Estadual de Campinas, Leandro Karnal traduziu de uma forma bem humorada essa epidemia de opiniões nas redes sociais: “Há uma parte específica do corpo que é como opinião, você pode dar, é sua, seja livre! Mas não é obrigatório”. O que as pessoas devem analisar é a quantidade de informações verídicas que chegam até elas, a condição de opinar sobre o assunto e quantas mudanças essa opinião pode trazer para a sociedade.

Há uma parcela de internautas que, até a chegada das redes sociais, não tinha voz. Não tinha plateia. Não tinha, sequer, opinião. Não lia, não buscava informação. Não ligava se o país estava de um jeito ou de outro, pois não “mudaria em nada na vida mesmo”. Não se incomodava com o governo, não agia. Vivia dentro de seu próprio mundo e assim, era feliz.

Hoje as redes invadem casas, famílias, relacionamentos. As opiniões estão escritas, maiúsculas e abertas para quem quiser ver. O debate ainda não é visto com bons olhos, afinal optar por acreditar no lado B pode não ser admissível para os agressivos, que terminam o discurso de ódio falando das mães, que não tem nada a ver com isso. Assim, amizades terminam, a discriminação pelo o que é diferente ressurge e até as crianças, que nunca leram um livro na vida, sabem exatamente o que querem para mudar de vida ou ser feliz. 

Enquanto isso, a lucidez dos informados se reprime ou se expõe, e acaba por guerrilhar internamente. Com vontade de apertar o Esc do mundo e sumir, pra sempre.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Recomendo: Ateliê Unhas Bittar

Nada melhor do que começar a semana com uma parceria cheia de estilo, não é? Hoje trouxe para vocês uma novidade incrível aqui de Campinas, o Ateliê Unhas Bittar. Se é campineira, já deve ter visto o sobrenome Bittar em algum lugar. A família tradicional da cidade sempre ficou instalada na região do Castelo, e agora conta com um Ateliê de unhas personalizadas.

Uma das novidades mais bacanas é o adesivo de unha digital! São mais de 3 mil opções de desenhos para deixar nossa "filha única" ainda mais única e especial. Eu experimentei a técnica e posso comprovar: Além de linda, demora menos de 30 segundos. É super rápido e você nem sente a máquina desenhando a unha. Quando tem feriados, como o Dia das Mães, chegam novidades lindas para enfeitar ainda mais nossas mãos.

Os produtos são de primeira qualidade, com novidades de cores lindas. Eu, por exemplo, ainda não conhecia a marca Zanphy, que seca muito rápido, nem a linha da Ana Maria Braga, que tem cores maravilhosas. Sem contar a linha da Anitta, com metalizados lindos, Risqué, entre outras.

O Ateliê também conta com um esterilizador de materiais super potente, o Autoclave, capaz até de esterilizar equipamentos cirúrgicos. Seguro e confiável. Mas vamos ao que interessa? As fotos!


O kit lindo que eu ganhei das meninas! Eu escolhi na cor Marsala, incrível!





Esta é a máquina que decora as unhas. Rápida e fácil!



Eu, que não sou nada perua, mandei logo um oncinha com flores hahaha! Não ficou um mimo?


A equipe do Ateliê me recebeu muito bem, amei!
Quer acompanhar as novidades do Ateliê Unhas Bittar?
Página do Facebook: AQUI e o Instagram @ateliedeunhasbittar !

Até a próxima! 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Diário do TCC - Ep. 4 "A primeira vez, a gente nunca esquece!"

Da esquerda para direita, Douglas (cinegrafista), Isabella, Victória (nem preciso dizer de quem é irmã, rsrs!), baby Anthony, Dhai, Ana Paula, eu e o Fê (namorado)
Todo mundo tem um sonho. Você vai projetando ideias, pensamentos, sensações. Aposto que você tem um também! Quem sonha ir para a Disney, por exemplo, logo imagina a emoção de conhecer o Mickey ou o nervosismo em andar na montanha russa do Aerosmith. Com o TCC foi assim também. 

Nós projetamos tantos planos em cima de uma ação que, quando chega a hora, ficamos até bobos. Depois de terminar o projeto inteirinho, pesquisar toda a história, virar mestre no assunto, finalmente chegou o grande dia: O começo das gravações!
Meu nervosismo ia desde o medo de perder hora até uma chuva, em pleno calor de 40 graus. Apesar de tudo, acordei confiante: O que for pra ser, será... É só ter paciência! Tinha tudo para dar certo: o namorado estava lá, a amiga é super comprometida, o primeiro casal de entrevistados eram amigos, teria um bebê para descontrair o clima e o cinegrafista sabe tudo de imagem. Mas o que daria errado? Por incrível que pareça... O cenário!

Marcamos de gravar no campo de girassóis do Parque Prado, um belíssimo cenário para falar sobre maternidade. Chegamos no horário e para nossa surpresa, o campo virou um cemitério de flores. Girassóis caídos, murchos, cinzentos e sem vida. Sem contar a família imensa de maritacas que insistiam em exibir seus dotes musicais em sol maior. O coração acelerou, detesto imprevistos. Logo me veio o plano B: Parque das Águas.

Mudamos a rota e agora sim, nada podia dar errado. A não ser... Os rojões que aconteciam especificamente nas melhores declarações das entrevistas. Quando chegava o momento do "O parto humanizado, pra mim, é..." POW! POW! POW! Atenciosos e pacientes, tivemos a sorte de entrevistar a Ana Paula, o Dhai e o pequeno Anthony. E tudo, finalmente, aconteceu como deveria. 

O feto do Renascer começou a despontar braços e pernas. Apesar de ter uma gestação programada, ainda sinto insegurança no que está por vir. Porém, com todo o acompanhamento e orientações, tenho certeza que este bebê virá com muita saúde! E dá tanta ansiedade esperar pra ver o rostinho...

  • DICA DE PRINCIPIANTE PARA PRINCIPIANTE:
Prepare-se! Nem sempre as coisas acontecem como a gente planeja, então tenha cartas na manga. Saia com antecedência de casa, confirme novamente com a fonte no dia anterior, pense em cenários variados, carregue itens necessários (água, protetor solar, repelente) e o mais importante: Comprometa-se! Quando você se entrega, tudo flui melhor. 

Agora, algumas fotos deste dia delicioso:







Até a próxima! 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Respeita as mina!

Imagem: Facebook
Acordei e me deparei com isso na minha timeline. Não sei se ficava com raiva, pelo desmerecimento de um movimento em que todas nós fazemos parte, ou se sentia pena das meninas que, em sua inocência ou falta de conhecimento, compartilhavam tantas palavras esdrúxulas de uma única vez.
Primeiro que, uma garota que curte e compartilha publicações de uma página chamada "Homem Honrado" é desesperador. As postagens insinuam inferioridade à mulher e lidam como se ela sempre fosse a empregada, a cozinheira, a faxineira... Tudo, menos o fato de ser mulher e merecer o mesmo respeito que um homem.

Vamos pelo Be-a-bá que fica mais fácil: Uma mulher que consegue expôr sua opinião e decidir o que quer é automaticamente feminista. Ela não precisa assinar um termo, deixar o sovaco cabeludo ou ser "suja" como a fulana ali citou. Se ela PODE tomar decisões sozinha e consegue ter independência em seus pensamentos e palavras, ela É feminista. Sem contar o fato de ela trabalhar, votar, usar a roupa que quiser (seja ela curta ou não), ter o cabelo que quiser (seja liso, enrolado), falar o que quiser (seja a opinião sobre um filme, ou sobre o racismo)... Todas suas escolhas te tornam feministas.

Mas por quê? 
Porque antigamente as mulheres não podiam nada disso. Alguém já te contou que em algumas culturas as mulheres não podem ficar na sala de estar enquanto há homens presentes? Elas não ficam porque não querem, e sim porque não podem. Existe alguma coisa que você não pode fazer? 

Respeite o movimento
Mesmo que você seja orgulhosa e não queira admitir que errou, por não conhecer melhor ou por inocência, você deve respeitar um movimento que lutou por você e luta até hoje para te dar o melhor do mundo. Se hoje você tem a liberdade de fazer o que quer ou dizer o que sente vontade, lembre-se que mulheres lutaram para que você tivesse condições de fazer isso. 

Espero que isso esclareça algumas opiniões, principalmente das meninas que me seguem e se sentem, de alguma forma, influenciadas com a minha opinião. Eu só posso ter um blog e escrever o que sinto, penso, vejo e faço graças à milhares de mulheres lindas que lutaram por mim. 
Juntas somos fortes e fortes podemos ser o que a gente quiser! 

Ps. Por ironia do destino, a mesma garota que vomitou besteiras hoje cedo, tem a Amy Winehouse na capa do Facebook, uma mulher que lutava pelos seus objetivos, ditou moda e fez o rebuliço no meio musical. Que coisa, não? 



quarta-feira, 30 de março de 2016

Aleatório

Foto: Tumblr
Existe um momento que todo mundo se encontra na vida. No jeito, no estilo, na cabeça. No sentir, no pensar, no contato com o mundo. Essa percepção é um dos momentos mais importantes de nossas vidas, e também o mais difícil de conquistar. Ele chega junto com a maturidade e ela, muitas vezes, nunca chega para algumas pessoas.

Buscar experiências novas é primordial para conquistar essa tal da "liberdade", ou até mesmo o seu "eu". Viagens, gente nova, estudos... Tudo o que colaborar com o seu conhecimento, muito provavelmente vai mudar sua vida aos poucos. É um processo natural de evolução.

Penso o tempo todo no que poderia ter feito e logo lembro que, se eu não tivesse vivido tudo o que eu já vivi, teria outra mente. Eu, por exemplo, era apaixonada por umas mandalas que via espalhada nas paredes da cidade, mas nunca comentava com ninguém. Até que um dia, na van da faculdade de volta pra casa, falei do quanto gostava delas. Uma das meninas conhecia o artista e hoje, sou fã de carteirinha. Mas e se eu nunca tivesse comentado? E se eu deixasse passar?

É libertador ter esse auto-conhecimento. Principalmente em coisas que poderiam te afetar. Se hoje eu vejo alguém falando algo ruim sobre mim, logo penso que a pessoa não deve ter convivido comigo ou é fraca de cabeça mesmo e acredita em tudo o que os outros dizem. 

Sempre quando encontro alguma experiência nova, que de alguma maneira, pode mudar minha vida, alguns "colegas" aparecem para contar uma informação. O job é furada, o cara é galinha, o cidadão é falso. Deixa! Se for, eu vou descobrir. Mas eu preciso fazer isso sozinha.

"Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo.
Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender." 
(Raul Seixas)

terça-feira, 29 de março de 2016

Diário do TCC - Ep. 3 "Grupo de Gestantes"


Existe coisa mais gostosa do que vivenciar o tema que você escolheu para abordar? Para uma jornalista não. Estou anestesiada com tanta informação! Ontem, eu e a Isa (que eu nem preciso mais apresentar aqui, vocês vão ouvir muito sobre ela haha) fomos conhecer o Espaço Mulheres Empoderadas, que coincidentemente fica ao lado da minha casa e nos apaixonamos ainda mais pelo assunto.
Para começar, o espaço é todo decorado com fotografias P&B (cliques feitos pela mestra no assunto Kelly Stein), com cores claras em tons pastéis e almofadas carismáticas no chão, bem aconchegante mesmo. Tiramos as sandálias para entrar e automaticamente, nos sentimos a vontade. 

Foto: Kelly Stein
Fizemos uma roda de conversa, e começamos com as apresentações de todos. "Eu sou fulana e estou de tantas semanas", e "Eu sou ciclana, estou com um pouquinho mais, tantas semanas". Eu juro que se eu tivesse um puxadinho, engravidava hoje, sem pensar duas vezes! Todas aquelas mães dividindo experiências, trocando informações, falando sobre seus medos, suas expectativas... A maternidade, embora relatada por muitas como tarefa difícil, também é mágica e encantadora.
Conhecemos a Gisele Leal, que é doula, dona do Mulheres Empoderadas, sabe TU-DO sobre parto humanizado e também fizemos amizade com a Rubi, outra doula. Fiquei abismada com a quantidade de informações (graças à nossa revisão bibliográfica, tudo o que pesquisamos se encaixou, rsrs!) e de sabedoria. Elas têm muito o que ensinar e desconstruir em nossa sociedade ultrapassada.

Não vejo a hora de conhecer mais profissionais e mamães envolvidas nesse movimento!

Dica do dia: Viva seu tema! Visite grupos sobre o assunto, coloque-se na pele das pessoas envolvidas... Entenda muito mais do que a teoria: Entenda o sentimento!


Foto: Rubi Naves

terça-feira, 15 de março de 2016

Diário do TCC - Ep. 2 "O Produto"

Cena do documentário "O Renascimento do Parto" que retrata a grave realidade obstétrica mundial e brasileira

Escolhemos o tema, a parceria, observamos a relevância para a sociedade e agora? É só escolher o produto. Muitas vezes nós entramos na faculdade com uma ideia fixa e achamos que será ela-apenasela-nadamaisqueela até o final.... Não será! Ao longo dos anos, a gente amadurece e percebe que existem outros interesses.

"Eu, por exemplo, sempre fui alucinada na história dos judeus que sofreram com o nazismo. Sempre tive o sonho de sentar com algum sobrevivente e falar "Me conta... Tudo", descobrir a real sensação de ter vivido todo aquele terror da boca de alguém, me emocionar com o depoimento e mostrar a outras pessoas. Mas como? Eu conheço algum sobrevivente? Eu teria condição de ir atrás de alguém? Não... Então o buraco é mais embaixo."

Após a escolha do tema, é a hora de decidir o produto. Documentário, livro-reportagem, monografia, livro de fotojornalismo, multimídia... Existem vária opções, é só se adequar. Se o seu tema utiliza áudio (ex: história do rádio), não seria interessante um produto multimídia ou documentário? E se ele conta histórias, com riqueza de detalhes (ex: algum fato histórico), que tal um livro-reportagem? Ainda se eu quero mostrar, através do olhar das pessoas, a pobreza de um lugar ou diferença social (ex:cracolândia), poderia ser fotojornalismo? O critério é de cada um, basta aproveitar os recursos que você tem.

"No caso do parto humanizado, não restou dúvidas na escolha do produto: Tem que ser documentário! Um livro, ou melhor, um blog seria interessante para acrescentar conhecimento, até porque não vamos conseguir mostrar todas as nossas descobertas (muito interessantes, por sinal) em um vídeo de 15 minutos, mas imagina o depoimento das mães? Imagina o choro de um bebê nascendo? Chega a arrepiar de ansiedade!"

A dica de hoje é essa: Descubra o valor do seu tema e dê à ele a chance de se exibir por aí. O resultado será melhor do que o esperado, pode ter certeza!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Diário do TCC - Ep. 1 "O Tema"

Fonte: Google Imagens

A gente entra na faculdade pensando "quando chegar o TCC, será aquele Deus-nos-acuda". A preocupação já começa no primeiro ano, mas vamos deixando para depois. Os semestres engolem nossos pensamentos e, em alguns momentos, parece que o último ano nunca vai chegar. Mas chega!

Os professores começam a nos assombrar com o assunto e a principal questão vêm à tona: O tema. Já dizia Confúcio em suas teorias, "escolha um trabalho que gostes, e não terá que trabalhar nem um dia na tua vida". Bem... A dica de escolha do tema é basicamente essa.

1- ESCOLHA UM ASSUNTO QUE VOCÊ AME:
Eu sempre quis ser mãe. Desde pequena, cuidava das minhas bonecas com amor, imaginando quando chegaria o "meu dia". Quando surgiu o pensamento de fazer sobre Parto Humanizado quase pirei! Lembro que eu e a Isa (minha amiga e parceira de TCC) fizemos um briefing durante uma tarde de férias, pela internet mesmo, pensando em coisas que gostávamos e poderia se encaixar na situação. Foi aí que deu um estalo: É isso! A gente gosta de partos, gosta de bebês, gosta de deixar a vida fluir como ela tem que ser, gosta de deixar as mulheres decidirem por elas mesmas.

2- TENHA UM BOM PARCEIRO:
Mais do que um amigo, o seu parceiro de TCC tem que ser alguém que você confie de olhos fechados, que escreva bem e que tenha paciência com tudo o que vai acontecer. Além disso, a pessoa tem que se apaixonar pelo tema tanto quanto você, para sincronizar a vontade de fazer acontecer. No meu caso, uma pensa e a outra fala (rsrs!). 

3- PREPARE-SE PARA O PLANO B:
Por mais que você se apaixone pelo tema, talvez ele não seja aprovado pelo orientador ou não tenha a relevância que deveria, então é sempre bom ter um plano B. Não se esqueça que existe uma galera pensando sobre a mesma coisa que você, chegue cedo e garanta seu espaço. 

4- SEJA RELEVANTE NA ESCOLHA:
Todo mundo tem histórias para contar. Quando começar o TCC, você vai encontrar uma história interessante em cada esquina. Cabe a você decidir se aquilo é relevante ou não. No caso do jornalismo, existe um compromisso com a sociedade então se aquilo, de um jeito ou de outro, pode mudar a vida de alguém, invista! Senão, esqueça.

5- PLANEJAMENTO É TUDO:
Brasileiro sempre tem mania de deixar pra última hora... Faça com antecedência. As cobranças só tendem a aumentar então se você conseguir adiantar algumas coisas, não vai sofrer tanto com os prazos. Aquele mito de ficar noites sem dormir pode ser revertido se você souber exatamente o momento de agir. Eu e a Isa, por exemplo, aproveitamos o ano anterior ao TCC para ler tudo sobre o assunto e levantar informações. Se você está no primeiro ou segundo ano, comece a pesquisa. Não é ansiedade... É prevenção!

6- BOTA A MÃO NA MASSA: 
Já tem o tema aprovado? Escolheu seu parceiro? Vai ter relevância? Fez um planejamento? Mãos à obra! Geraldo Vandré, nos anos 2000, já adiantou o recado: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Maturidade

A fotografia tem o poder de captar mais do que apenas bonitas paisagens e retratos de família. Ela pode capturar a história e muitas vezes a emoção de realmente estar lá.:
Fonte: Pinterest
É verdade que a maturidade te traz paz, acalma o coração e a alma. Também pudera, depois de tantos tombos na vida, você jura que a gente não ia conseguir nosso lugar ao sol? Ela vai chegando de mansinho, te avisando que o tempo está passando e rapidamente. Ontem tinha 17, achava que mudaria o mundo com as minhas ideias de aspirante a jornalista, teria minha própria casa, carro do ano, tudo conquistado com o suor do meu trabalho. Hoje, com 22 (tá bom, não mudou tanto mas o que vale é a intenção) mal tenho dinheiro para inteirar o valor da faculdade com o desconto. Que coisa!
E mesmo assim, aos trancos e barrancos, duvidando da vida e do universo se é realmente possível ter algo nosso no final da vida, a maturidade te preenche com uma paz, te pega no colo e te deixa melhor. Poderia até ser chamada de esperança, mas a esperança de hoje não é a mesma dos 17 anos, posso afirmar.
Ela vai te completando aos poucos, com a idade, o tempo, as situações de vida e a nova maneira de enxergar os obstáculos que surgem. A gente encontra nossa personalidade e escolhe quem a gente quer ser até o final dos dias. E fica assim... Leve.