quinta-feira, 28 de abril de 2016

Diário do TCC - Ep. 4 "A primeira vez, a gente nunca esquece!"

Da esquerda para direita, Douglas (cinegrafista), Isabella, Victória (nem preciso dizer de quem é irmã, rsrs!), baby Anthony, Dhai, Ana Paula, eu e o Fê (namorado)
Todo mundo tem um sonho. Você vai projetando ideias, pensamentos, sensações. Aposto que você tem um também! Quem sonha ir para a Disney, por exemplo, logo imagina a emoção de conhecer o Mickey ou o nervosismo em andar na montanha russa do Aerosmith. Com o TCC foi assim também. 

Nós projetamos tantos planos em cima de uma ação que, quando chega a hora, ficamos até bobos. Depois de terminar o projeto inteirinho, pesquisar toda a história, virar mestre no assunto, finalmente chegou o grande dia: O começo das gravações!
Meu nervosismo ia desde o medo de perder hora até uma chuva, em pleno calor de 40 graus. Apesar de tudo, acordei confiante: O que for pra ser, será... É só ter paciência! Tinha tudo para dar certo: o namorado estava lá, a amiga é super comprometida, o primeiro casal de entrevistados eram amigos, teria um bebê para descontrair o clima e o cinegrafista sabe tudo de imagem. Mas o que daria errado? Por incrível que pareça... O cenário!

Marcamos de gravar no campo de girassóis do Parque Prado, um belíssimo cenário para falar sobre maternidade. Chegamos no horário e para nossa surpresa, o campo virou um cemitério de flores. Girassóis caídos, murchos, cinzentos e sem vida. Sem contar a família imensa de maritacas que insistiam em exibir seus dotes musicais em sol maior. O coração acelerou, detesto imprevistos. Logo me veio o plano B: Parque das Águas.

Mudamos a rota e agora sim, nada podia dar errado. A não ser... Os rojões que aconteciam especificamente nas melhores declarações das entrevistas. Quando chegava o momento do "O parto humanizado, pra mim, é..." POW! POW! POW! Atenciosos e pacientes, tivemos a sorte de entrevistar a Ana Paula, o Dhai e o pequeno Anthony. E tudo, finalmente, aconteceu como deveria. 

O feto do Renascer começou a despontar braços e pernas. Apesar de ter uma gestação programada, ainda sinto insegurança no que está por vir. Porém, com todo o acompanhamento e orientações, tenho certeza que este bebê virá com muita saúde! E dá tanta ansiedade esperar pra ver o rostinho...

  • DICA DE PRINCIPIANTE PARA PRINCIPIANTE:
Prepare-se! Nem sempre as coisas acontecem como a gente planeja, então tenha cartas na manga. Saia com antecedência de casa, confirme novamente com a fonte no dia anterior, pense em cenários variados, carregue itens necessários (água, protetor solar, repelente) e o mais importante: Comprometa-se! Quando você se entrega, tudo flui melhor. 

Agora, algumas fotos deste dia delicioso:







Até a próxima! 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Respeita as mina!

Imagem: Facebook
Acordei e me deparei com isso na minha timeline. Não sei se ficava com raiva, pelo desmerecimento de um movimento em que todas nós fazemos parte, ou se sentia pena das meninas que, em sua inocência ou falta de conhecimento, compartilhavam tantas palavras esdrúxulas de uma única vez.
Primeiro que, uma garota que curte e compartilha publicações de uma página chamada "Homem Honrado" é desesperador. As postagens insinuam inferioridade à mulher e lidam como se ela sempre fosse a empregada, a cozinheira, a faxineira... Tudo, menos o fato de ser mulher e merecer o mesmo respeito que um homem.

Vamos pelo Be-a-bá que fica mais fácil: Uma mulher que consegue expôr sua opinião e decidir o que quer é automaticamente feminista. Ela não precisa assinar um termo, deixar o sovaco cabeludo ou ser "suja" como a fulana ali citou. Se ela PODE tomar decisões sozinha e consegue ter independência em seus pensamentos e palavras, ela É feminista. Sem contar o fato de ela trabalhar, votar, usar a roupa que quiser (seja ela curta ou não), ter o cabelo que quiser (seja liso, enrolado), falar o que quiser (seja a opinião sobre um filme, ou sobre o racismo)... Todas suas escolhas te tornam feministas.

Mas por quê? 
Porque antigamente as mulheres não podiam nada disso. Alguém já te contou que em algumas culturas as mulheres não podem ficar na sala de estar enquanto há homens presentes? Elas não ficam porque não querem, e sim porque não podem. Existe alguma coisa que você não pode fazer? 

Respeite o movimento
Mesmo que você seja orgulhosa e não queira admitir que errou, por não conhecer melhor ou por inocência, você deve respeitar um movimento que lutou por você e luta até hoje para te dar o melhor do mundo. Se hoje você tem a liberdade de fazer o que quer ou dizer o que sente vontade, lembre-se que mulheres lutaram para que você tivesse condições de fazer isso. 

Espero que isso esclareça algumas opiniões, principalmente das meninas que me seguem e se sentem, de alguma forma, influenciadas com a minha opinião. Eu só posso ter um blog e escrever o que sinto, penso, vejo e faço graças à milhares de mulheres lindas que lutaram por mim. 
Juntas somos fortes e fortes podemos ser o que a gente quiser! 

Ps. Por ironia do destino, a mesma garota que vomitou besteiras hoje cedo, tem a Amy Winehouse na capa do Facebook, uma mulher que lutava pelos seus objetivos, ditou moda e fez o rebuliço no meio musical. Que coisa, não?