segunda-feira, 16 de maio de 2016

Não tô aqui pra competir!

Uma das artes que o Eduardo Marinho vende. Imagem: Google


Desde que eu ouvi a música "Pedro Pedreiro Parou de Esperar", do Braza, alguma coisa mexeu comigo. A história da música, as frases montadas no início, a batida... Tudo me envolveu, como um bebê no colo da mãe. Pesquisei a respeito e encontrei um cara que se tornou essencial para a minha inspiração e filosofia de vida: Eduardo Marinho.

Busquei mais sobre ele e descobri coisas que nem imaginava. Ele veio de família com dinheiro, estudou nas melhores escolas, e em um determinado momento da vida, decidiu largar tudo. Sabe por quê? Ele não via igualdade. Sabia que, se chegasse no morro com sua camiseta "boa", sapatos novos e a imagem clara do que é politicamente correto, as pessoas iam lidar de forma diferente. E ele só queria ser igual... Largou tudo, teve alguns desentendimentos com a família e foi viver como queria. A história que eu contei foi bem resumida, até porque o intuito da postagem não é este, quero mostrar a filosofia de vida que ele adotou.

Me questiono diariamente sobre a vida, minhas ações, minhas cobranças internas, meus monstros. A sociedade impõe que você sempre seja o melhor... Em tudo. Tem que estudar, ter milhões de cursos "superiores" (que, na verdade, vão alimentar seu ego em ser superior à alguém, ao invés de incentivar o conhecimento adquirido), ter uma saúde inabalável, ter um corpo perfeito, ter um círculo social gigante. É difícil cumprir tudo.

Nestes questionamentos, a única frase que perambula na minha mente é "Não tô aqui pra competir". Se você parar pra analisar, nessas imposições da sociedade, nos tornamos apenas fantoches. A busca em ser melhor passa por cima de princípios e valores que, em muitos corações, deixaram de existir. Almejamos sempre mais, sem se preocupar com o lado invisível da sociedade. Os não-vistos. Os que talvez nunca terão as mesmas oportunidades que a gente.

E aí voltamos à estaca zero, questionando a tal da felicidade. Trabalhar a vida inteira para ganhar muito dinheiro. Essa é a felicidade? A felicidade nos finais de semana? E na maior parte do tempo, temos que viver em fileiras, marchando para sabe lá onde. É questionável, é exercício diário. É analisar nossas atitudes e perceber o que vale mesmo a pena.

É encontrar a felicidade plena na felicidade do outro. Desapegar de padrões, sair da caixa, pensar diferente. Não se render aos abusos da propaganda, resistir às tentações de julgamentos, livrar-se dos paradigmas que a sociedade impõe. É deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila. É lembrar que eu, você, nenhum de nós está aqui para COMPETIR.

Obs: Como lição de casa, deixo AQUI o vídeo em que Eduardo usa a frase, AQUI a palestra de vida dele e AQUI a música do Pedro Pedreiro Parou de Esperar. Tenho certeza, meu bem, que uma nova pessoa nascerá dentro de você. E os medos, angústias, dúvidas do certo e errado vão ceder às boas ações que você fez durante a vida.


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